Sobre o que é ser Jovem, Negro E Periférico.


A favela representa a cultura, o samba, a capoeira, o funk, o rap e as marcas vividas de seus moradores. Nós, residentes do conjunto Zilah Spósito, Ocupação Rosa Leão e redondezas, vivenciamos, diariamente, vários tipos de violência e situações desagradáveis como tiroteios, estupros, brigas, mortes e abordagens policiais. As causas desses perigos constantes se baseiam no racismo, na discriminação e no preconceito.

Ser jovem, negro e periférico é acordar de manhã e saber que seus direitos como cidadão estão garantidos por lei e na prática. É ter acesso ao conhecimento para que, com o tempo, consigamos ter suporte para lutar por nossos direitos. Ser jovem negro e periférico é ter responsabilidade, conhecer seus direitos e deveres como cidadão e ter a oportunidade de experimentar todas as fases da adolescência. Ser jovem, negro e periférico é ter direito à liberdade de expressão, não ser julgado e poder sair de casa sem ter medo de ser confundido com um bandido ou um ladrão por causa da cor da pele.

Entretanto, temos o lado bom da convivência social com moradores honestos, bondosos, gentis, além do mais importante: o PROJOVEM. Assim, quando falamos em favela, queremos dizer, sobretudo, de uma cultura, de vidas em busca de seus sonhos, de paz e felicidades, mesmo sabendo dos perigos que corremos em nosso dia a dia. Nessa perspectiva, é de suma importância que o governo melhore o acesso ao atendimento dos nossos moradores, visando à IGUALDADE. Para isso, torna-se essencial disponibilizar cursos profissionalizantes, viabilizar uma educação de qualidade nas escolas públicas, cuidar da limpeza urbana, além de melhorar o sinal telefônico e acesso à internet.


---

Texto colaborativo com autoria de Camilly, Nicoly, Clara, Erick Breno, Amanda, Carlos, Diego, Maycon e Sabrina.

Generic placeholder image