O que é ser jovem periférico?

Nós somos moradores do conjunto Zilah Spósito, Ocupação Rosa Leão e redondezas, vivenciamos diariamente vários tipos de violência e situações desagradáveis como tiroteios, brigas, mortes, e abordagem policiais. Mas aqui tem o lado bom como moradores honestos, bondosos, gentis e o mais importante, o PROJOVEM.

O governo poderia melhorar o atendimento para os moradores, disponibilizando cursos profissionalizantes, viabilizando uma educação de qualidade nas escolas públicas, limpeza urbana, IGUALDADE, melhoria do sinal telefônico e acesso à internet.

Quando falamos de favela estamos dizendo de uma cultura, de vidas em busca de seus sonhos, de paz e de suas felicidades, mesmo sabendo dos perigos que correm em seu dia-a-dia. Entre os perigos constantes estão as mortes, estupros, tiroteios, racismo, discriminação e preconceito. A favela representa a cultura, o samba, a capoeira, o funk, o rap e as marcas vividas de seus moradores.

Ser jovem é ter direito a liberdade de expressão, não ser julgado e poder sair de casa sem ter medo de ser confundido com um bandido ou um ladrão pelo fato de ser negro. Ser jovem é acordar de manhã e saber que seus direitos como cidadãos estão garantidos por lei e na prática. É ter acesso ao conhecimento para que, com o tempo, consigamos ter suporte para lutar por nossos direitos. Ser jovem é ter responsabilidade, conhecer seus direitos e deveres como cidadão e ter a oportunidade de experimentar todas as fases da adolescência.


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Texto elaborado em Orientação Social, sob a responsabilidade da educadora Kelly Cristina, na atividade de produção de texto sobre a vivência dos jovens na comunidade em que vivem, em Setembro/2018. Os jovens envolvidos na elaboração do texto foram Camilly, Nicoly, Clara, Erick Breno, Amanda, Carlos, Diego, Maycon e Sabrina

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